Como não criar ou reforçar a insatisfação corporal em crianças?

Você já parou para pensar se, quando está em frente ao espelho, faz comentários depreciativos sobre o seu corpo e diz frequentemente que precisa emagrecer? Ou comenta sobre o peso/corpo da criança na tentativa de ajudá-la? 

Estudos mostram que o intenso desejo de emagrecer que leva à prática de dietas restritivas, a irregularidade de refeições em família, baixa autoestima e falas sobre o peso e a forma corporal dentro de casa são fatores de risco tanto para o excesso de peso quanto para o aparecimento de transtornos alimentares em crianças e adolescentes.

Além disso, fazer uma criança se sentir mal pelo seu peso deixa marcas profundas causadas pelo sofrimento que ela vivencia, podendo levar à busca por comida para aliviá-lo e também à piora da autoestima.

É necessário trabalhar a prevenção da obesidade sem causar danos, ou seja, sem estimular o estigma da obesidade e a insatisfação corporal, o que pode gerar comportamentos não saudáveis para perda de peso e comportamentos de risco para transtornos alimentares.

Então, o que fazer para não criar ou reforçar a insatisfação corporal em crianças?

– Ajudar a criança a entender que a beleza está em diversos tamanhos e formas;

– Aceitar a forma e o peso corporal do(a) seu(sua) filho(a) – eles conseguem lidar melhor com isso quando os pais os aceitam mesmo que estejam acima do peso;

– Evitar falar com e perto dos filhos sobre seus próprios corpos de forma crítica e negativa, pois os comentários depreciativos podem ensinar o julgamento negativo;

– Estimular os filhos a serem fisicamente ativos e a encontrarem uma atividade em que se sintam confortáveis e não envergonhados, mesmo em casa, é possível descobrir com eles atividades de movimento que gostem e sintam prazer em praticar.

Deixo aqui o meu convite para repensarmos se o que estamos assumindo como prevenção/tratamento da obesidade não é um dos fatores que contribuem para o aumento da prevalência de obesidade e transtornos alimentares em idades cada vez mais precoces.

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